Supremo deve retomar em maio julgamento de liminar sobre distribuicao de dividendos

A controvérsia foi levada ao STF pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que questionam a exigência de aprovação da distribuição de dividendos até 31 de dezembro de 2025 como condição para a isenção. As entidades argumentam que a regra contraria a sistemática prevista na Lei das S/A e no Código Civil, que permitem a deliberação sobre dividendos nos quatro primeiros meses após o encerramento do exercício social.

O relator, ministro Nunes Marques, prorrogou o prazo por um mês, até 31 de janeiro, considerando dificuldades técnicas apontadas, inclusive pelo Conselho Federal de Contabilidade. O julgamento foi retirado do Plenário Virtual por destaque do presidente do STF, ministro Edson Fachin, e será analisado em sessão presencial.

A Lei nº 15.270/2025 instituiu a tributação na fonte sobre dividendos superiores a R$ 50 mil mensais pagos a pessoas físicas e fixou alíquota de 10% para valores remetidos ao exterior. Embora o exercício de 2025 esteja formalmente isento, a lei condiciona o benefício à aprovação da distribuição até o fim do ano.

Tributaristas apontam que a exigência pode gerar efeitos equivalentes à tributação retroativa e colidir com normas societárias e contábeis. Caso a liminar seja derrubada, empresas que seguiram o prazo prorrogado poderão enfrentar risco de cobrança do imposto, o que deve intensificar a judicialização do tema.

Fonte: Valor

Galeria de Imagens
Outras Notícias
Receita Federal orienta contribuintes sobre uso indevido de créditos de PIS/Pasep e Cofins
Fim da escala 6x1: como será feito o pagamento de horas extras?
STJ limita uso de vínculo familiar para blindagem patrimonial
Deduções no IRPF 2026 podem aumentar restituição mas também levar à malha fina; veja cuidados
STJ decidirá em repetitivo temas/controvérsias tributárias relevantes
Carf afasta contribuições a terceiros aplicadas a indenização por perda de estabilidade
Split payment e o esvaziamento da autonomia do contribuinte na reforma
Simples pode virar um problema? O impacto oculto da reforma tributária
Doação feita a filhos antes do nascimento de outros herdeiros é legítima
STJ debate se SPE com patrimônio de afetação pode pedir RJ para dívidas gerais
A compensação tributária e a (des)necessidade de retificação da GFIP
Entregou o IRPF 2026? Veja como consultar se caiu na malha e status da declaração
Receita define regras para imposto mínimo global de 15% sobre multinacionais
Receita amplia cruzamento de dados e aumenta risco de cair na malha fina do IR 2026
Royalties pagos a empresa não sócia do mesmo grupo são dedutíveis, decide Carf
DESPESAS COM SEGURO DE VIDA OFERECIDOS E DESTINADOS INDISTINTAMENTE A TODOS EMPREGADOS E DIRIGENTES. NATUREZA DE DESPESA OPERACIONAL.
Receita reforça possibilidade de base presumida reduzida para receitas de cirurgias odontológicas
Portaria mantém discussão administrativa no cálculo para definição de contumaz
Depósito anterior à transação tributária vira pagamento definitivo, decide Ministro
IRPJ incide sobre compensação por stock option paga na rescisão, diz STJ
CPC 51: demonstrações contábeis de cara nova. Há efeitos fiscais?